Metade das perguntas chega quando sua loja está fechada

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Por que a noite e o domingo concentram tanta intenção de compra, e o que dá para fazer sem colocar alguém de plantão.

Ninguém escolhe a hora de precisar de alguma coisa. A pessoa pesquisa quando tem tempo — depois do trabalho, no fim de semana, na fila de outra coisa. É nesse momento que ela manda mensagem para três empresas e decide com quem fala primeiro.

Se o seu atendimento só existe das 9h às 18h de segunda a sexta, a conta é simples: das 168 horas de uma semana, você cobre 45. A intenção que chega nas outras 123 bate numa porta fechada e vai bater na porta do lado.

A mensagem automática de "atendemos de 9h às 18h" não resolve

Ela é honesta, e é melhor que silêncio. Mas não responde a pergunta — e a pessoa continua sem saber o preço, o horário ou se você atende o bairro dela. Ela vai perguntar em outro lugar enquanto espera.

A diferença entre "respondemos amanhã" e a resposta de verdade é a diferença entre ser lembrado e ser escolhido.

O que dá para cobrir sem ninguém de plantão

Quase tudo que chega fora do horário é pergunta com resposta certa: preço, horário, endereço, o que está incluído, se tem vaga. Isso não melhora por passar por uma pessoa às 22h — melhora por ser respondido às 22h.

O que precisa de gente continua precisando: negociação, reclamação, exceção. A diferença é que essas conversas chegam na equipe já com o contexto, e no horário em que a equipe existe.

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