Provedor de internet: quando cai, todo mundo chama ao mesmo tempo

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Suporte de provedor não tem demanda constante: tem silêncio e pico. O atendimento precisa aguentar o pico sem transformar cada cliente numa fila.

Provedor pequeno vive uma matemática cruel: no dia normal, o WhatsApp recebe umas poucas mensagens de financeiro. No dia em que um enlace cai, chegam dezenas ao mesmo tempo, todas com a mesma frase — "tá sem internet aí também?".

Contratar gente para o pico é caro e ocioso. Não contratar significa que, justamente no pior dia, ninguém responde. E o cliente que não é respondido durante uma queda é o que cancela no mês seguinte.

Triagem antes de técnico

Boa parte disso é roteiro fixo e resolve sem técnico. O que sobra chega ao time já com informação: qual o problema, o que já foi tentado, e se é caso isolado ou não.

Falar primeiro vale mais que responder rápido

Numa queda conhecida, a melhor mensagem é a que sai antes do cliente perguntar: o que aconteceu, onde, e a previsão. Quem recebe esse aviso espera. Quem não recebe, liga — e liga várias vezes.

O detalhe técnico importa aqui: esse aviso precisa entrar na mesma conversa do cliente, não sair por fora. Se o cliente responde "e a minha rua?", a resposta tem que sair sabendo do aviso que acabou de ser enviado.

O que não automatizar

Cancelamento, reclamação formal, negociação de dívida e qualquer coisa que envolva promessa de prazo são assunto de pessoa. Automatizar promessa de prazo é criar problema para a semana seguinte.

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